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Memórias da Primeira Butantã Gibicon

Memórias da Primeira Butantã Gibicon

Sexta-feira – 18/12 – 16h30

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Paulistano de 1962, Marcatti é reconhecido como o mais podre e alucinado quadrinista que o Brasil se ressente de já ter visto. Contabiliza 43 anos de produção desde a publicação de sua primeira HQ em agosto de 1977 (revista “Papagaio” nº 1, independente). Dono de uma pequena máquina offset adquirida em 1980, esparramou repugnância em 37 títulos (como “Lodo”, “Mijo”, “Pântano”). Apesar disso, recebeu em 1988 o Troféu Jayme Cortez (AQC-ESP) em reconhecimento ao seu apoio aos quadrinhos nacionais. Nos anos de 1980, infectou revistas como Chiclete com BananaCircoMil Perigos e Monga com seu trabalho. Também desonrou editoras como a Escala (“Frauzio”: 6 números, 200 mil exemplares, distribuição nacional em bancas), Opera Graphica, Devir e Conrad. Por essa última, publicou em 2005 “Mariposa”, livro que lhe rendeu o Prêmio de Ângelo Agostini de Melhor Roteirista (AQC-ESP) e, em 2007, a aclamada adaptação da obra “A relíquia” de Eça de Queiroz.

Em 2012, (ano em que foi homenageado como Grande Mestre pelo Troféu HQMix) adquiriu uma sexagenária impressora offset com o propósito de disponibilizar toda sua produção de mais de quatro décadas e continuar no repulsivo propósito de fazer o que não se deve. A despeito de ter sido um enorme desperdício de tempo, os 40 anos de carreira de Marcatti foram comemorados em 2017 e, através da Ugra Press, a ocasião foi celebrada com o lançamento do livro “Marcatti 40” que publicou 40 interpretações diferentes de Frauzio realizadas por dezenas de autores consagrados.

PRÊMIOS
Troféu HQ Mix: 1989 Publicação Independente, 1990 Publicação Independente, 1993 Publicação Independente, 2004 Publicação Independente
2012 Grande Mestre

Prêmio Ângelo Agostini: 1988 Troféu Jayme Cortez, 2006 Roteirista, 2016 Mestre do Quadrinhos Nacional

Luanna atua como Designer Gráfica e Fotógrafa desde 2016. Em 2019 ingressou na Agência Mural de Jornalismo das Periferias, sendo uma das 83 correspondentes de São Paulo, atuando na região do Butantã. Na agência já escreveu texto para Folha de São Paulo, fez vídeos para a Band no quadro “Giro da quebrada”, além de cobrir eventos fotográficos para a Rede Nossa São Paulo, nos espaços cedidos pelo Sesc. Em 2020, fez parte da exposição “Ilustra Delas”, no Pátio Metrô São Bento, que reuniu 12 mulheres, escolhidas entre mais de 100 candidatas. Recentemente teve uma de suas obras incluída na “Coletânea Universos”, organizada pelo Coletivo Águila, fruto da união de artistas do Grajaú, SP, com artistas de diferentes partes do Brasil, em suas mais diversas linguagens.

Jornalista e fotógrafa, atuou quase 10 anos em comunicação corporativa, dedicando-se à responsabilidade social e jornalismo corporativo. Em 2018, tornou correspondente da Agência Mural de Jornalismo das Periferias, cobrindo seu bairro Perus, zona noroeste da cidade de São Paulo. Apaixonada por contar histórias, documentar e registrar pessoas, fatos e momentos, inclusive por meio da fotografia, tem se dedicado cada vez mais ao fotojornalismo. Faz parte de sua meta profissional contribuir com a periferia, fortalecer seu território e dar visibilidade às suas origens. Isso inclui trabalhos voluntários, parcerias e trocas de conhecimentos.

Quadrinista e designer gráfico, um dos responsáveis pelo zine Subterrâneo (2004), onde começou a publicar o Sideralman. Desenhou a HQ “O Louco, a Caixa e o Homem” (ganhadora do Troféu HQ Mix em 2012). Participou dos projetos: “MSP+50, Mônica’s” e “Ícones dos Quadrinhos”. Pela Editora Nemo desenhou sete álbuns, entre eles a adaptação de “20.000 Léguas Submarinas” e “As Aventuras do Capitão Nemo – Profundezas…” e “O Navio Fantasma!”. Em 2015, lançou “Mil Léguas Transamazônicas”, que ganhou o Troféu HQ Mix. Em 2016 desenhou a HQ “O Blefe do Homem Morto”. Organizou e coeditou os livros “Os Mundos de Jack Kirby” (2017) e “Vertigo – Além do Limiar” (2018). Criador do personagem Demetrius Dante (2008), com quatro gibis lançados (2015, 2017, 2018 e 2019).

Sandro Merg Vaz nasceu em 1971 e é empresário da área de TI. Cresceu lendo HQs e foi alfabetizado com a Turma do Pererê, do mestre Ziraldo. Na adolescência roubava os quadrinhos do seu irmão mais velho para ler escondido. Sandman era o seu preferido na época.
Muitos anos depois reencontrou as HQs, começando a colecionar.

Em 2013, através do financiamento coletivo, descobriu os quadrinhos nacionais independentes, que se tornaram sua grande paixão. Até o presente momento apoiou mais de 800 projetos nas plataformas de crowdfunding, prestigiou centenas de lançamentos de HQs nacionais, bem como frequentou os principais “becos dos artistas” do Brasil, como FIQ, CCXP e Ugrafest, entre outros. 

Em 2019, idealizou e produziu, na Casa de Cultura do Butantã, a 1ª Butantã GibiCon, que contou com 7 mesas, 7 oficinas e quase 300 expositores, entre artistas e editoras, recebendo um público de 4500 pessoas.